Tecnologia de implante dentário chega ao CE
O Infuse rhBMP-2 é um produto indutor de formação óssea que foi criado em 2002. A tecnologia já está disponível em Fortaleza
Até bem pouco tempo, qualquer pessoa no Brasil que necessitasse fazer um implante dentário tinha que se submeter a uma cirurgia com anestesia geral para retirar parte do osso ilíaco (aquele que forma a bacia) ou da calota craniana. Esse material retirado de outra parte do corpo era fixado na região da perda parcial ou total da dentição formando o osso que iria permitir o implante. Isso mudou com o uso do indutor de formação óssea infuse rhBMP-2.
Desde 2007, quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso no País do indutor de formação óssea infuse rhBMP-2 para cirurgias ortopédicas em ossos longos e coluna, e também em casos de operações buco-maxilo-faciais, esse produto tem revolucionado sobretudo a área da odontologia. A partir do indutor, é possível reconstituir o suporte ósseo da dentição que fora perdida ao longo do tempo com a retirada dos dentes.
Aprovado em 2002 nos Estados Unidos, o Infuse rhBMP-2 é um produto de engenharia genética proveniente do BMP humano (Bony Morfo genetic protein - proteína morfogenética óssea), explica Janice Tucci, gerente responsável pelo produto. De acordo com ela, o produto é obtido a partir da proteína óssea humana e age sobre células troncos indiferenciadas do paciente estimulando a transformação delas em formadoras de ossos.
Jório da Escóssia Júnior, profissional responsável pelos procedimentos em uma clínica em Fortaleza, explica que firmou parceria com André Luís Zétula, do Instituto Zétula de Odontologia, em Curitiba, para utilizarem o indutor de formação óssea nos tratamentos de implante dentário.
Em janeiro deste ano, os dois realizaram juntos a primeira cirurgia em um paciente de Fortaleza. O paciente, explica Escóssia, será acampanhado até a formação completa do osso, o que deve ocorrer no período médio de um ano. Segundo ele, todo paciente que precisa reconstituir a área maxilo-facial é um candidato a utilizar esse produto.
O dentista afirma que a partir da adolescência o infuse rhBMO-2 pode ser usado. O dentista pode reconstituir o osso na altura e espessura necessária para fazer a reabilitação com o implante de dentes no paciente. Escóssia destaca o ganho que o material proporciona, sobretudo quanto a redução do tempo em relação ao enxerto autógeno (com retirada de partes de ossos do paciente) e diminuição dos riscos de infecção pós-operatória.
A técnica, diz ele, além de segura, reduz em muito o tempo do procedimento cirúrgico. Enquanto anteriormente o paciente que necessitava do implante era submetido a uma cirurgia com anestesia geral, ficando de dois a três dias internado em hospital. Com o produto, o procedimento é realizado com anestesia local e sedação venosa, com a liberação da pessoa no mesmo dia.
O Indutor Ósseo é um dispositivo formado por dois componentes: um recombinante humano proteína morfogenética óssea – 2 e um veículo/armação para a proteína morfogenética óssea, a esponja de colágeno absorvível (ACS).
A proteína é uma versão de engenharia genética da proteína natural humana, normalmente encontrada em pequenas quantidades no corpo. O propósito da proteína é estimular a formação óssea.
Criado nos Estados Unidos, onde começou a ser usado em 2002, o Infuse rhBMP-2 começou a ser usado no Brasil a partir de 2007, quando foi aprovado pela Agência Nacional de vigilância Sanitária (Anvisa). No Ceará o rhBMP-2 começou a ser utilizado este ano pelo Hospital Odontológico Dr. Jório da Escóssia, especializado em implantes e estética oral.



